Archive for artes

Proibido calar catarses

Uma intervenção genial feita por artistas de Curitiba.

Proibido Calar Catarses - 02

Proibido Calar Catarses - 07Poderia ser apenas uma mensagem vinda do inconsciente de alguém desatento e com poucos conhecimentos gramaticais, mas é obra do artista Diogo Marques.

Mais imagens:
http://urbanogramas.wordpress.com/2011/08/05/proibido-calar-catarses/

Para quem ainda não entendeu
catarses = (do grego Κάθαρσιςkátharsis“) é uma palavra utilizada em diversos contextos, como a tragédia, a medicina ou a psicanálise, que significa “purificação”, “evacuação” ou “purgação”. Segundo Aristóteles, a catarse refere-se à purificação das almas por meio de uma descarga emocional provocada por um drama.

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A estética LSD de “Brilho eterno de uma mente sem lembranças”

Brilho eterno de uma mente sem lembranças (Eternal sunshine of the spotless mind) é um filme muito lisérgico. E não apenas pelas cores do cabelo de Clementine (Kate Winslet) e pelos surtos psicóticos do casal, mas pelos incríveis cortes secos de imagem e som. Já é bem velhinho – de 2004 – mas sempre vale a pena ver de novo. E tem final feliz.

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“Blogs do Além” vira livro

São 99 blogs e mais dois prefácios: um verdadeiro, de Mino Carta, e outro fake, de Chico Xavier. Um ótimo presente para quando rolar o inimigo-secreto no seu escritório.

Top blogs do além:

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Radiohead – paperbag writer

O vídeo não é oficial, mas a música é muito boa. Tinha que ser do Radiohead.

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Rainha [(s)] – duas atrizes em busca de um coração

Espetacular – dá gosto ir ao teatro para ver um trabalho desse.

Uma livre recriação da peça Mary Stuart de Friedrich Schiller

Mary Stuart, de Schiller, é um “drama trágico”. Foi uma das obras máximas da fase madura de seu autor: um drama de grandes conflitos individuais inseridos num fundo histórico, e moralmente exaltando a purificação interior da consciência que triunfa sobre a fúria cega dos instintos. O enredo da peça gira em torno da luta político-religiosa entre as Rainhas Elizabeth I e Mary Stuart, que disputavam a coroa da Inglaterra na segunda metade do século XVI. Schiller é uma espécie de Shakespeare alemão do século XVIII, capaz de tomar um episódio decisivo da história européia, a luta pelo poder numa Inglaterra tão poderosa quanto decrépita, e transformá-lo em assunto humano, pungente para além das épocas e das nações, cuja poética, porém, conserva em si o travo político de origem.

O trabalho cênico e dramatúrgico do espetáculo RAINHA[(S)] revisita esse clássico por uma ótica diferente: apenas duas atrizes em cena, levando a carga trágica do drama à sua essência. O espírito de “nacionalização dos clássicos” presente no projeto, cria um interesse no intercâmbio do particular com o universal, da experimentação com o clássico.

A diretora Cibele Forjaz e as atrizes Georgette Fadel e Isabel Teixeira, partiram do texto clássico para criarem coletivamente uma dramaturgia própria, trazendo para o coração da cena a atualidade de um texto histórico. O trabalho de adaptação em sala de ensaio centrou-se no embate constante entre as rainhas, que se multiplica num embate cênico entre as duas atrizes. O duelo se traduz assim em vários níveis: o duelo de duas rainhas que almejam um só trono, o duelo de duas atrizes no jogo cênico e o duelo interior de cada personagem/atriz.

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O que Franz Kakfa e David Lynch têm em comum

Ler um livro de Franz Kafka ou assistir um filme do diretor David Lynch pode te deixar mais inteligente.

David Lynch - Eat my fear

David Lynch - Eat my fear

De acordo com uma pesquisa feita por um grupo de psicólogos da Universidade de Santa Barbara, nos EUA, e da Universidade de British Columbia, a exposição ao surrealismo nas obras “Um médico rural” (The Country Doctor), de Kafka, ou “Veludo Azul” (Blue Velvet), de Lynch, ativa o sistema cognitivo e desenvolve funções implicitas de aprendizado.

A pesquisa completa está em um artigo publicado na edição de setembro da revista Psychological Science. Em um dos testes feitos pelos pesquisadores, um grupo de pessoas que haviam lido Kafka tiveram mais facilidade para resolver testes gramáticas complexos, em que haviam padrões ocultos na organização das letras. Outro grupo, que leu um texto mais curto, uma versão reescrita de “O medico rural”, não teve tanto êxito.

“A idéia é que, quando você está exposto a um desafio para descobrir siginificados – algo que fundamentalmente não faz sentido – seu cérebro irá responder a partir de uma observação de algum outro tipo de estrutura dentro do seu ambiente”, afirma Travis Proulx, pesquisador da Universidade de Santa Bárbara.

Leia mais: Newswise – reading Kafka improves learning

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