Archive for mundo

What journalists are saying about journalism – wearejournalists.tumblr.com

wearejournalists.tumblr.com

Depoimentos de jornalistas sobre a profissão.

Summer Harlow, Knight Center

Fed up with “bad press about the press,” a reporter from the St. Petersburg Times in Florida has created a Tumblr site where, instead of writing about what is happening to other people, journalists can recount their own personal tales, reported Poyner.

The Tumblr site, “We Are Journalists,” proclaims that it is for all those “proud” journalists who “are terrified of more layoffs and paycuts” and who “would like to produce quality work without ‘obamasux99’ posting some non-sequitur rant at the end of it.”

Each post ends with a variation of the “We are Journalists” mantra: “I am a city hall journalist,” “I am a TV news producer,” “I am a…proud member of the 4th Estate.” And one of the best of all: “I am unemployed. I am a college media adviser. You bet your ass I am a journalist.”

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As flores do deserto de Atacama

As chuvas cobriram o deserto de Atacama de flores. Considerado um dos mais áridos do mundo, o deserto chileno localizado a 600 Km de Santiago guarda centenas de espécies de flores nativas que ficam adormecidas na areia, esperando a próxima chuva. Especialistas afirmam que a última vez que o deserto ficou tão florido foi em 1989.

Fotos AFP

 

 

 

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Post português sobre o neo-frugalismo

Disponível em: http://origemdasespecies.blogs.sapo.pt/1168484.html

«Os portugueses estão rendidos ao neofrugalismo», diz o Público. O que é o neofrugalismo? Uma nova tendência musical, uma vanguarda literária, um sistema ocidental de feng-shui? Não: uma coisa sensata, «a tendência mundial de consumo que foi prevista em finais de 2008 num relatório do falido banco de investimento Merril Lynch». Há males que vêm por bem.

Mas há coisas que convém situar no tempo. O «neofrugalismo» é, realmente, o modo como vivem os povos do Norte da Europa, muito longe dos padrões de consumo norte-americano — e, convenhamos, português nas últimas décadas. Ir ao restaurante uma vez por semana, ou menos; pensar bem antes de entrar numa loja de electrodomésticos, fazer contas antes de imaginar o novo computador, não acumular objectos desnecessários, jantar em casa — aquilo que o «neofrugalismo» propõe é, antes de mais, um modo de vida de país desenvolvido.

Quantos dos meus amigos suecos ou noruegueses vão jantar fora por mês? Muito, muito menos do que os portugueses. Quantas vezes trocam de carro ao longo da vida? Muito menos do que tem sido o padrão de consumo português e infinitamente menos do que é a norma norte-americana. Ao ler as estatísticas queixosas da indústria automóvel, por exemplo, não é possível evitar um encolher de ombros quando se lê que «este ano se venderam menos xxx carros do que no ano passado»; a doutrina do crescimento infinito, boa para excel e para gestores saídos da Procter & Gamble, tinha de ser posta em causa algum dia. Não só por causa da crise demográfica e porque os recursos do planeta são moderadamente finitos —mas porque não é sensato imaginar um mundo em que o destino de todas as economias é a delapidação contínua do património familiar em bens de consumo insensatos.

A chamada mediocridade nórdica (que não é apenas assunto de poesia — mas, já agora, está lá, desde o Havámal) tem a ver com isto: consumir menos, sujar pouco, contentar-se com a modéstia, produzir melhor. É um modo de vida que não pode ser confundido apenas com o «neofrugalismo», ou seja, como uma tendência irremediável de consumo. Menos iPods por ano, menos carros, menos desperdício, saber cozinhar, aproveitar o tempo para ler, menos idas ao cinema, etc.; ou seja, estar menos dependente, viver de acordo com as possibilidades.

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Menos é mais – ser frugal está na moda

Menos é mais – Frugal is the new back.

Nada de ter centenas de sapatos e peças de roupa que nunca são usadas. A moda – pelo menos nos países em recessão –  é ter um número limitado de peças básicas e essenciais. Será que cola?

Sites e blogs que ensinam ficar na moda gastando pouco estão pipocando pela internet:

The recessionista – therecessionista.blogspot.com
Frugalista life – www.frugalistalife.blogspot.com
Frugalism – www.frugalism.com

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Neo-frugalismo: vamos nessa?

Frugalismo: Evitar qualquer gasto desnecessário de dinheiro ou de qualquer coisa que será usada ou consumida. Evitar desperdício. 

O neo-frugalismo é uma onda que está tomando conta de países desenvolvidos. Diante da crise, europeus – e até americanos! – estão realmente pensando antes de comprar. Enquanto isso, habitantes de países emergentes como China, Brasil e Índia estão ‘caindo de boca’ nas novidades da tecnologia, moda e tudo mais que se possa imaginar, elevando o PIB e celebrando as cifras crescentes. Não seria o momento de apostar em uma outra lógica de mercado, se é que isso é possível? Afinal, país rico é país sem pobreza ou é país que consome muito?

O que aconteceria se o mundo todo embarcasse na onda do neo-frugalismo? Se as pessoas parassem de consumir sem necessidade, o mundo entaria em colapso ou a indústria e os bancos simplesmente teriam que encontrar outra maneira de operar?

Eu pagaria pra ver.

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Ganhando campo: China quer ter o novo diretor-gerente do FMI

Várias vozes defenderam nesta sexta-feira na China que o sucessor de Dominique Strauss-Kahn no Fundo Monetário Internacional (FMI) seja chinês, com o objetivo de refletir melhor a evolução da economia mundial.

Várias vozes defenderam nesta sexta-feira na China que o sucessor de Dominique Strauss-Kahn no Fundo Monetário Internacional (FMI) seja chinês, com o objetivo de refletir melhor a evolução da economia mundial

“Chegou o momento de dar fim ao domínio ocidental do FMI”, afirma o comentarista Shan Renping em um artigo pelo jornal oficial Global Times. “A China tem um grande número de pessoas competentes, capazes de desempenhar a função até agora ocupada por Strauss-Kahn”, afirmou.

Ele citou como possível diretor Zhu Min, ex-vice-presidente do Banco Popular da China, que se tornou conselheiro especial do diretor-gerente do FMI. A corrida pela sucessão começou na quinta-feira, após a renúncia de Strauss-Kahn, indiciado formalmente por tentativa de estupro e agressão sexual contra uma funcionário de um hotel de Nova York.

O Diário do Povo, órgão de comunicação do Partido Comunista, também defendeu um chinês como chefe do FMI. Pequim anunciou oficialmente que os países emergentes devem estar melhor representados no comando do Fundo, mas não apresentou a candidatura de um chinês ao posto de diretor-gerente. Após a reforma do FMI, a China se tornará o terceiro país com maior peso na instituição, atrás apenas dos Estados Unidos e do Japão.

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China torna-se maior produtor e vendedor de veículos

A China fabricou e vendeu mais de 13,5 milhões de veículos em 2009, tornando-se o maior produtor e vendedor de carros do mundo. A informação foi divulgada hoje (8).

Apesar da crise financeira, a venda de veículos na China aumentou mais de 40% em relação ao ano anterior, afirmou Huang Yonghe, chefe do Instituto de Tecnologia de Automotivos da China, em uma coletiva à Agência de Notícias Xinhua. Ele comparou as cifras com os Estados Unidos, que vendeu 10,43 milhões de unidades, 2,8 milhões a menos do que em 2008.

No entanto, Huang está insatisfeito com o valor de faturamento da comercialização de carros na China. Ele atribuiu isso aos preços baixos no país, por exemplo, um carro custa cerca de US$ 19 mil na China, enquanto nos Estados Unidos o valor sobe para US$ 30 mil.

Fonte: China Radio International

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Massa de manobra para interesses escusos

A cada dia pipocam nos noticiários mais teorias de conspiração em relação à existência – ou não – do aquecimento global. Mais alguém aqui está se sentindo como massa de manobra para interesses desconhecidos ou sou apenas eu?


Each day the news bring more conspiracy theories about the existence – or not – of the global warming. Is anyone else feeling manipulated by unknown interests or is it just me?

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A cruzada para negar o aquecimento global

Por Ladislau Dowbor *

Não há dúvidas sobre o aquecimento global, nem sobre o peso das atividades humanas na sua geração. No entanto, depois de dois anos de uma gigantesca campanha de mídia, envolvendo também a criação de ONGs fajutas e de movimentos aparentemente “grass-root”, portanto “espontâneas e comunitárias”, e sobre tudo listagens de cientístas “céticos” visando dar impressão de “quantidade”, temos resultados, e para os grupos do petróleo, do carvão e semelhantes, terá valido a pena. Segundo a revista britânica The Economist, a proporção de americanos que achavam existir evidências sólidas de aumento das temperaturas globais caiu de 71% em abril de 2008 para 57% em outubro de 2009 (Carta Capital, 16/12/2009, página 48).

O estudo de James Hoggan (Climate cover-up: The cruzade to deny global warming) não é sobre o clima, mas sobre comunicação, e consiste essencialmente em mapear como a campanha foi montada e como hoje funciona. A articulação é poderosa, envolvendo instituições conservadoras como o George C. Marshall Institute, o American Enterprise Institute (AEI), o Information Council for Environment (ICE), o Fraser Institute, o Competitive Enterprise Institute (CEI), o Heartland Institute, e evidentemente o American Petroleum Institute (API) e o American Coalition for Clean Coal Electricity (ACCCE), além do Hawthorne Group e tantos outros. Sempre petróleo, carvão, produtores de carros, muitos republicanos e a direita religiosa.

Os grandes grupos corporativos aparecem mais discretamente, com exceção da ExxonMobil que inundou com dinheiro o mercado de consultoria e de comunicação. Este “inundou”, naturalmente, é um conceito relativo: são centenas de milhões de dólares, mas New Scientist lembra que “as empresas de petróleo têm vastos lucros. Só a ExxonMobil lucrou US$ 45 bilhões em 2008. Em um mundo sano, certamente encontraríamos uma maneira de desviar um pouco deste dinheiro para resolver os problemas que o próprio petróleo está gerando. A questão é: estamos vivendo num mundo sano?” (NS, 5/12/2010, p. 5) Não custa lembrar que estas empresas não “produzem” petróleo, e sim extraem e comercializam um bem herdado da natureza que está acabando.

Em termos de personagens, encontraremos os das causas conservadoras e muitos personagens “flexíveis”, como Frank Luntz, Christopher Walker, Fred Singer, Patrick Michaels, Arthur Robinson, Steven Milloy, Benny Peiser e numerosos outros, além da eterna estrela do “contra”, o dinamarquês Lomborg, que graças à sua disponibilidade anti-clima ganha financiamentos para incessantes palestras.

Profissionais das relações públicas (sim, o nome é este) estão sempre presentes. Hoggan, o autor deste estudo, é um profissional de relações públicas e conhece profundamente como funciona a indústria da construção e da destruição das reputações de pessoas ou de causas. Isso o levou a fazer o presente levantamento detalhado de como se estrutura, com o impressionante poder das tecnologias modernas de comunicação, a manipulação da opinião pública. Independentemente da causa, no caso o drama do aquecimento global, o que é muito interessante no livro é entender esta indústria da desinformação.

Naomi Oreskes organizou uma meta-pesquisa, com o buscador “mudança climática global”, e limitada a artigos revistos por pares (peer review). Encontrou 928 artigos, nenhum colocando dúvidas sobre a realidade do processo climático. Nos jornais, no entanto, comentando a pesquisa, 53% dos artigos, buscaram ouvir “os dois lados”, e colocaram de maneira equilibrada opiniões de contestadores. Zero porcento de artigos científicos contestadores sobre o processo climático em si, mas nos jornais aparecia como “um tema em discussão”. O que era o objetivo. O tema está em discussão, afirmam gravemente os grandes grupos geradores do aquecimento (não diretamente, sempre por meio de listas de livre inscrição), portanto o assunto “é controverso”. Os “céticos” passam a se apresentar não como contestadores do fenômeno, mas como os que têm uma visão equilibrada, sem extremismos, portanto acreditam que talvez haja um problema, mas temos de ser ponderados, e adiar decisões.

No caso de Naomi Oreskes, é curioso, pois um Dr. Benny Peiser, professor de educação física (esporte mesmo, não física), realizou uma pesquisa sobre “mudança climática” (e não “mudança climática global”) e apresentou uma lista não de 928 artigos, mas de mais de 12 mil. Portanto, os 928 representariam apenas uma pequena parcela das opiniões. Os jornais, devidamente estimulados (a Fox em particular, naturalmente), fizeram alarde. Faltava demonstrar que os 12 mil tinham opinião contrária. Pressionado por revistas científicas que se recusavam a publicar o seu artigo, Peiser conseguiu localizar 34 artigos “que rejeitam ou duvidam da visão de que as atividades humanas são a principal causa do aquecimento observado nos últimos 50 anos”. Pressionado ainda para mostrar os artigos e os argumentos científicos em artigos “peer reviewed”, Peiser finalmente chegou a um artigo científico de contestação. Não era revisto por pares, e foi publicado na American Association of Petroleum Geologists. (102)

Tudo isto, evidentemente, amplamente divulgado, em particular por redes de institutos empresariais conservadores, utilizando em parte os mesmos grupos de relações públicas utilizados nas campanhas de caça-voto dos republicanos, e apoiados nas tecnologias de ampla divulgação como youtube. O resultado de tudo? Frente a tanta celeuma, os grupos interessados puderam passar a dar entrevistas “equilibradas”, pois estaria claro que “há controvérsias”. Que era o único objetivo da campanha. Não de negar o inegável, mas de dar a entender que as pessoas comedidas, equilibradas, não vão fazer nada, e muito menos pressionar os agentes do aquecimento global.

O livro é muito instrutivo para quem lida com comunicação, com teoria dos lobbies, com manipulação política. O próprio Hoggan menciona como é cansativo, a cada vez que aparece um cientista de peso mencionado no grupo “cético”, fazer circular a carta de denegação do cientista, ou destrinchar uma lista de milhares de “opositores” para ver se há no meio alguém que realmente tenha feito alguma pesquisa sobre a única coisa finalmente relevante, que não é a “opinião”, e sim dados científicos novos que provem algo diferente. E depois tentar fazer circular a informação de que a “notícia” afinal não era notícia, isto numa mídia onde as corporações financiam a publicidade.

Uma pérola entre os argumentos e uma das mais utilizadas: “Como os cientistas dizem que podem prever o clima dentro de 50 anos se não são capazes de prever a chuva de amanhã”. Como se meteorologia e estudos climáticos fossem da mesma área. Um britânico pode não saber se vai nevar amanhã, mas sabe perfeitamente prever que vai chegar o inverno e o frio correspondente, e não hesita em comprar um casaco. Mas o argumento pega e se apoia numa fragilidade que é de todos nós: se nos dão um argumento que confirma a opinião que já estávamos propensos a ter, qualquer estribo vale.

O estudo bem poderia ser traduzido e utilizado para os nossos próprios problemas, como por exemplo o peso da bancada ruralista na opinião pública, ou as campanhas orquestradas pela Febraban, ou ainda a campanha contra a proibição de armas de fogo individuais, estribadas no “direito de se defender” e até na “liberdade”. Nos Estados Unidos, temos precedentes interessantes e igualmente desastrosos tanto no caso das armas, como na batalha das grandes empresas de saúde privada aliadas com o “Big Pharma” para tentar travar o direito de acesso a serviços de saúde, sem falar das gigantescas campanhas das empresas de cigarros.

O último livro de Robert Reich, aliás, Supercapitalim, também trata desta apropriação dos processos políticos pelas corporações. O filme O Informante mostra como isto se deu com a indústria do cigarro, enquanto The Corporation explicita o mecanismo de maneira ampla. Marcia Angell fez um excelente estudo dos procedimentos equivalentes na indústria farmacêutica (em português, A verdade sobre os laboratórios farmacêuticos). A própria desinformação se transformou numa indústria. É a indústria da opinião pública.

No caso da mudança climática, como qualificar a dimensão ética do que constitui uma clara compra de opiniões? Ou os ataques impressionantes das empresas de advocacia das corporações, que processam qualquer pessoa que ouse sugerir que uma opinião poderia envolver não a verdade mas interesses corporativos? O liberalismo tem uma concepção curiosa da liberdade.

* Ladislau Dowbor, é doutor em Ciências Econômicas pela Escola Central de Planejamento e Estatística de Varsóvia, professor titular da PUC de São Paulo e da UMESP, e consultor de diversas agências das Nações Unidas. É autor de “Democracia Econômica”, “A Reprodução Social”, “O Mosaico Partido”, pela editora Vozes, além de “O que Acontece com o Trabalho?” (Ed. Senac) e co-organizador da coletânea “Economia Social no Brasil“ (ed. Senac) Seus numerosos trabalhos sobre planejamento econômico e social estão disponíveis no site http://dowbor.org’.

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Aquecimento, resfriamento ou enlouquecimento global?

Is the planet getting warmer, getting colder, or going nuts?

Quem esteve na COP -15, a maior COP (Conference of Parties) já realizada na história, relata a beleza das manifestações pacíficas que tomavam conta das ruas de Copenhague. Pessoas de todas os nacionalidades se uniam em coro, a favor do planeta. Muita energia positiva, que era rapidamente dissipada por policiais. Quase um woodstock ambiental.

Porém, o tema central da reuniåo – que mobilizou 192 países, 120 chefes de estado, 40 mil pessoas e 3.500 jornalistas em um espaço de 123 mil metros quadrados  – foi a criação de um acordo para reduzir as emissões de gases causadores do efeito estufa, que provoca o temido aquecimento global.

O fato é que não se chegou a acordo nenhum. E o aquecimento global ainda é contestado por alguns – que aos poucos se tornam muitos – cientistas. Alguns dizem que ele existe, mas que é um fenômeno natural e que nada tem a ver as atividades poluidoras dos seres humanos. Outros ficam muito bravos com todo mundo e dizem que ele “não existe!!! Que é impossível provar que as temperaturas estão ficando mais altas, tendo como base o histórico de medição que dispomos, oras!!!!”. E outros dizem que o planeta está resfriando. E que vamos entrar em mais uma era glacial. (?!)

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